domingo, 18 de maio de 2014

Stephen Hawking alerta para o perigo da IA





Autor, físico e cosmólogo Stephen Hawking co-escreveu um terrível aviso para a raça humana sobre o perigo das involuntárias consequências do nosso atual fascínio pela Inteligência Artificial (IA).

Em uma carta aberta com três outros cientistas, publicada no jornal The Independent, Hawking afirmou que considerar "a noção de máquinas altamente inteligentes como ficção científica" pode ser "o pior erro da nossa história".

Os consumidores usam IA todos os dias na forma de IPhones, assistente pessoal Siri, Google Now e outros programas.

Avanços como o recente desenvolvimento de carros com piloto automático anunciam uma nova geração de produtos e serviços que serão lançados, na medida em que os computadores se tormam mais e mais adeptos a resolver problemas rapidamente.

"Os potenciais benefícios são enormes", escreveu Hawking. "Tudo o que a civilização tem para oferecer é um produto da inteligência humana, não podemos prever o que podemos conseguir quando essa inteligência é ampliada pelas ferramentas que a IA pode fornecer, mas a erradicação da guerra, da doença e da pobreza estariam no topo da lista de qualquer um. Nesse sentido, o sucesso da criação da Inteligência Artificial seria o maior evento da história da humanidade".

No entanto, a carta adverte que esses desenvolvimentos não vem sem riscos ou perigos. As empresas de defesa já estão explorando o uso de armas totalmente autônomas que são enviadas a campo para rastrear e matar alvos específicos.

"Olhando lá na frete, não há limites fundamentais para o que pode ser alcançado: não há nenhuma lei física que impede as partículas de se organizar de forma a executar cálculos computacionais mais avançados do que os arranjos de partículas nos cérebros humanos", disse Hawking, o que significa que a nossa criação poderia aprender a pensar, programar e modificar-se cada vez mais rápido, tornando possível uma "transição explosiva", na qual "máquinas com inteligência sobre-humana poderiam repetidamente aprimorar seu design a ponto de provocar o que Vernor Vinge chamou de "singularidade", e o personagem de Johnny Depp chama de "transcendência".


Vernor Vinge

"Vernor Vinge: Até 2030 surgirá um supercomputador mais inteligente do que os humanos. 
A partir desse momento (singularidade), o mundo não será mais nosso."

Quem detiver tais máquinas no futuro terá o potencial para "fazer previsões mais precisas do mercado financeiro, reinventar a pesquisa humana, manipular líderes humanos e desenvolver armas que nós nem sequer poderíamos compreender".



"Apesar de estarmos enfrentando potencialmente a melhor ou a pior coisa que pode acontecer na hitória da humanidade, pouca investigação séria é dedicada a essas questões", alertou Hawking. "Todos nós devemos nos perguntar o que podemos fazer agora para melhorar as chances de colher os benefícios e evitar os riscos".


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